Veja ponto a ponto do caso da estudante de medicina que ficou em estado vegetativo após cirurgia em MG

  • 14/06/2024
(Foto: Reprodução)
Há um ano e três meses a família de Larissa Moraes de Carvalho, de 31 anos, aguarda respostas sobre o que levou a jovem a ficar em estado vegetativo após uma cirurgia ortognática, procedimento para corrigir alterações de crescimento dos maxilares e mandíbulas. Larissa Moraes de Carvalho deixou a Santa Casa e está em tratamento domiciliar em Juiz de Fora Arquivo Pessoal Há um ano e três meses a família de Larissa Moraes de Carvalho, de 31 anos, aguarda respostas sobre o que levou a jovem a ficar em estado vegetativo após uma cirurgia ortognática em Juiz de Fora. A jovem teve uma parada cardiorrespiratória durante a internação para corrigir alterações de crescimento dos maxilares e mandíbulas. Quase 90 dias após obter na Justiça o direito ao tratamento em casa, Larissa saiu recentemente pela primeira vez da residência para realizar um exame de encefalograma. A família segue aguardando uma decisão judicial para conseguir o tratamento de neuromodulação através do plano de saúde. Veja nesta reportagem ponto a ponto de: Como foi a cirurgia ortognática A parada cardiorrespiratória depois da cirurgia Caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais Quais são as possíveis falhas no procedimento, segundo perícia preliminar Os gastos com o tratamento de Larissa ultrapassam R$ 300 mil Família busca na Justiça tratamento de neuromodulação 1. Como foi a cirurgia ortognática Larissa Moraes deu entrada na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora em 16 de março de 2023. Ricardo Carvalho, pai da jovem, contou que a cirurgia era indicada por dentistas desde que ela era criança. “Ela procurou vários profissionais. Foram três anos em cima de pesquisas para saber qual seria o melhor. A Larissa cursava Medicina, então conversou com os professores também”, explicou. Familiares da estudante Larissa Moraes de Carvalho cobram explicações sobre complicações no procedimento feito na Santa Casa de Juiz de Fora Arquivo Pessoal 2. A parada cardiorrespiratória depois da cirurgia A família percebeu a parada cardiorrespiratória de Larissa logo depois da cirurgia, com ela ainda na maca, ao voltar para o quarto. “O olho dela estava virado, mas achei que era normal, por conta da cirurgia. Fui andando na frente, para poder abrir a porta do quarto para elas entrarem, mas não pude entrar porque elas pediram que eu ficasse do lado de fora”, contou o pai. De acordo com a família, o prontuário médico da jovem indica que ela teria saído da sala de recuperação às 17h45, sendo direcionada ao 9º andar da unidade, e chegando lá por volta das 18h02. Neste intervalo de 17 minutos, ninguém havia identificado que algo estava errado com a paciente. 3. Caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais O caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais e, em setembro de 2023, o promotor Jorge Tobias de Souza determinou a abertura de investigação pela Polícia Civil. Além da Santa Casa de Misericórdia, o médico responsável pela cirurgia e a médica anestesista são investigados no processo. O g1 tentou contato com a defesa deles, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Santa Casa de Misericórdia informou que não vai se pronunciar sobre o assunto. O escritório que cuida da defesa da instituição foi procurado, mas a reportagem não conseguiu contato com os advogados. 4. Quais são as possíveis falhas no procedimento, segundo perícia preliminar Uma perícia particular contratada pela família da Larissa aponta as possíveis falhas no procedimento realizado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, que podem ter resultado na parada cardiorrespiratória da paciente. Em uma das perícias, o médico Hugo Ricardo Valim de Castro citou: Descrição cirúrgica sem detalhes, de maneira que não é possível avaliar se todos os passos foram seguidos de acordo com as técnicas adequadas; Preenchimento inadequado do boletim anestésico e da ficha de recuperação pós-anestésica; Transporte intra-hospitalar em desconformidade com o preconizado pelo Conselho Federal de Enfermagem – pelas informações fornecidas, não é possível confirmar que a paciente esteve durante todo o transporte acompanhada por um profissional; Assistência inadequada à parada cardiorrespiratória, sem identificação do ritmo de parada, etapa preconizada na assistência intra-hospitalar à parada e essencial para determinar a realização ou não de desfibrilação e infusão ou não de antiarrítmicos; Investigação e manejo pós-parada cardiorrespiratória inadequados, sem a realização de exames mandatórios e com controle de temperatura e glicemia inadequados. O médico responsável pela perícia concluiu que “evidenciam-se falhas em diferentes pontos da assistência médico hospitalar prestada, desde o acompanhamento anestésico até os cuidados pós-PCR [parada cardiorrespiratória], que contribuíram para o desfecho neurológico observado”. 5. Os gastos com o tratamento de Larissa ultrapassam R$ 400 mil Os gastos com o tratamento médico da estudante já ultrapassam R$ 400 mil, segundo a família, que já fez campanha para arrecadar recursos. O pai da jovem, contou que esse valor é referente a um ano de despesas da filha, durante o período em que ela ficou internada, até o dia que deixou o hospital. Ele disse ainda que o dinheiro levantado na campanha foi para compra de alguns medicamentos que não eram fornecidos pelo hospital, itens de higiene pessoal, cama hospitalar, cadeira de rodas e outros equipamentos que precisaram ser comprados para que Larissa fosse para casa e iniciasse o tratamento domiciliar. 6. Família busca na Justiça tratamento de neuromodulação Após conseguir judicialmente o atendimento em home care, a família move ação para ter outro tipo de tratamento para a jovem: a neuromodulação, de estimulação elétrica cerebral. Conforme os advogados da família, há recomendação da neurorreabilitação por meio de neuromodulação personalizada intensiva, procedimento que consiste na introdução de eletrodos no cérebro para modificar as funções das células que não funcionam corretamente. A técnica seria combinada com estimulação magnética transcraniana e estimulação elétrica por corrente contínua com fisioterapia e fonoterapia intensivas. O pai da estudante argumenta que a família não tem condições financeiras de bancar o tratamento da neuromodulação, que teria o gasto anual de R$ 400 mil. 🔔 Receba no WhatsApp notícias da Zona da Mata e região Quem é a estudante de medicina que ficou em estado vegetativo após cirurgia 📲 Siga o g1 Zona da Mata: Instagram, Facebook e Twitter 📲 Receba no WhatsApp as notícias do g1 Zona da Mata VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2024/06/14/veja-ponto-a-ponto-do-caso-da-estudante-de-medicina-que-ficou-em-estado-vegetativo-apos-cirurgia-em-mg.ghtml


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