8 de janeiro: fazendeiro de MG condenado a 14 anos por atos golpistas é preso
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Fazendeiro afirma que bolsonaristas estavam defendendo patrimônio público em Brasília
Condenado a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, o fazendeiro Fernando Junqueira Ferraz Filho, de Leopoldina, na Zona da Mata mineira, foi preso na quarta-feira (25). O g1 entrou em contato com a defesa e aguarda retorno.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), como a condenação transitou em julgado no dia 11 de março deste ano, ou seja, não cabe mais recurso, foi determinado o início do cumprimento da pena em regime fechado.
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Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele deu entrada no Presídio de Leopoldina, onde vai cumprir a decisão divulgada em dezembro do ano passado. Confira:
12 anos e 6 meses de reclusão;
1 ano e 6 meses de detenção;
100 dias-multa, cada um equivalente a um terço do salário mínimo.
Fazendeiro Fernando Junqueira, em Brasília
Reprodução/Redes Sociais
Ainda conforme o STF, o fazendeiro foi condenado pelos seguintes crimes:
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Golpe de Estado
Deterioração de patrimônio tombado
Associação criminosa armada
Ele também deve pagar, com os outros condenados, R$ 30 milhões em danos morais coletivos.
Outros condenados na região
Marcelo Araújo Bormevet, policial federal de Juiz de Fora: o ex-servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi acusado de integrar um grupo criminoso que monitorava ilegalmente autoridades públicas e disseminava notícias falsas por meio do sistema da Abin, em atuação que contribuiu para os ataques.
Robson Victor de Souza: condenado a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Marcelo Eberle Motta, coordenador do movimento 'Direita Vive': recebeu sentença de 17 anos de prisão em regime fechado pelos mesmos crimes.
Joanita de Almeida: cumpre 16 anos e 6 meses de prisão por participação nos atos antidemocráticos.
Jaqueline Freitas Gimenez: acusada de participar da invasão e depredação da sede dos Três Poderes teve a pena fixada em 17 anos de prisão.
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